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26ª edição do Anima Mundi traz sensibilidade e inovação
CINÉFILOS
29 jul 2018 | Por Jornalismo Júnior

O Anima Mundi é o maior festival de animação da América Latina. Criado em 1993, com o passar dos anos o festival se transformou e passou a ser um dos maiores recursos de incentivo à animação, oferecendo experiências para animadores, educadores e produtoras e estimulando a animação no Brasil. Em sua 26ª edição, passando pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, o festival apresenta 405 produções, entre curtas e longas-metragens, de 40 países diferentes. Além das sessões de filmes, também traz debates com alguns diretores, mostras e apresentações especiais, e atividades gratuitas, como um estúdio aberto feito para o público se aventurar e experimentar um pouco do processo de fazer uma animação.

Os curtas-metragens do Anima Mundi são separados em grupos e exibidos em sessões de uma hora. Numa seleção diversa de temas e estilos de animação, os filmes curtos não apenas reafirmam que animação há muito já deixou de ser um gênero exclusivamente infantil, mas também demonstram como diferentes assuntos podem ser muito bem retratados em questão de minutos.

É o caso de Guaxuma, um drama da brasileira Nara Normande, o qual se passa na cidade que dá nome ao filme, em Maceió. Utilizando diferentes técnicas de animação com areia, o curta mostra as lembranças de uma jovem sobre sua infância na praia e sua melhor amiga. O modo como o filme foi feito permite que o espectador se transfira para o litoral e se sensibilize com a pureza da amizade de duas meninas criadas juntas, que descobrem o mundo lado a lado e têm de aprender a lidar com as circunstâncias da vida.

Anima Mundi

Em Guaxuma as animações são feitas utilizando areia [Les Valseurs/Vilarejo]

Outros curtas de destaque são Livre do Medo (Freedom From Fear) e Felicidade (Happiness), que trazem críticas sociais rápidas e bem pensadas, e Comportamento Animal (Animal Behaviour), o qual retrata uma sessão de terapia em grupo entre animais. A consulta é liderada por um psicoterapeuta canino, e utiliza características naturais de animais para ilustrar problemas psicológicos que poderiam facilmente ser relacionados com problemas humanos, mostrando que talvez nossos comportamentos não se distanciem tanto dos animais. Já Rolê (Ride) e OO impressionam pela criatividade e inovação, tanto nos temas quanto nas técnicas de animação utilizadas.

Após 26 anos, o Anima Mundi continua mostrando a beleza e a criatividade que há por trás das animações, as inúmeras formas de produzi-las, as inovações do ramo, e o esforço necessário para torná-las realidade. Ao apresentar uma grande variedade de tipos de animação e temas, além de debates e oficinas, o festival ressalta a importância desse gênero e a infinidade de assuntos que podem ser retratados por ele, desde uma comédia ou um filme infantil, até grandes críticas sociais. Tudo isso com uma sensibilidade e um teor artístico e imaginativo que nenhum outro gênero é capaz de produzir.

O Anima Mundi acontece dos dias 21 a 29 de julho no Rio de Janeiro, e dos dias 1 a 5 de agosto em São Paulo. Para mais informações consulte o site.

por Beatriz Crivelari
beatrizcrivelari@usp.br

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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