Levante um braço, levante o outro, dobre uma perna pra cima… se equilibre…

Mariana Franco

Nem tente me enganar, eu sei que algum dia você já tentou  imitar esse golpe em casa. Sim, porque Karate Kid hoje pode até ser considerado um filme bobo como tantos outro da sessão da tarde, mas ele marcou a infância de muita gente que cresceu nos anos 80.

Karate Kid: A Hora da Verdade teve um grande sucesso por causa da combinação de drama adolescente, ensinamento da filosofia oriental, cenas de luta (óbvio!), e ao perfeito entrosamento de Pat Morita e Ralph Machio nos papéis de mestre e pupilo. Morita, entretanto, quase ficou sem o papel que marcaria sua carreira: inicialmente foi rejeitado  nos testes pois havia uma política no estúdio de não contratarem comediantes (o ator havia começado a carreira contando piadas em clubes noturnos e programas de auditório). Por fim, não houve nenhum pretendente a Sr. Miyagi tão bom quanto ele.

Outra curiosidade no escalamento de atores: Chuck Norris foi convidado para interpretar o treinador John Kreese (o professor da academia de karatê “do mal”), mas recusou a oferta, pois não queria que professores de karatê fossem mostrados como figuras antipáticas. Em seu lugar, foi escalado Martin Kove.

O sucesso todos sabem que foi espantoso: o filme rendeu a bagatela de US$ 90.815.588, só nas bilheterias dos EUA. Com tanto lucro merecia continuação. E teve: três!

Pat Morita foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por seu mestre de karatê. Isso com certeza influenciou para que em Karate Kid II – A Hora da Verdade Continua o personagem do Sr. Miyagi ganhasse mais espaço na história. A fórmula geral, não se modificou muito em comparação ao primeiro filme,
mas as lutas e desafios dos protagonistas se intensificam. Mais um sucesso de público e  indicação ao Oscar de melhor canção original com The Glory of Love.

Karate Kid III – O Desafio Final tem um enredo mais diferenciado que os anteriores, nem mesmo a relação entre os queridos mestre Miyagi e pupilo Daniel-San são mais as mesmas. Não chegou a ser um fracasso, a força da série ainda levou muita gente aos cinemas, mas ao invés de indicações ao Oscar, o filme recebeu cinco indicações à Framboesa de Ouro, incluindo pior filme, pior roteiro e pior direção.  Depois dessa edição Ralph Machio aposentou o kimono de Daniel-San; afinal também já tinha 27 anos e ainda encenava um adolescente.

Quando não se imaginava mais uma volta da série, aparece The Next Karate Kid, com o Sr. Miyagi de volta às lições, dessa vez com uma menina! Foi quase uma paródia dos predecessores, mas ainda teve sua força. Ao menos  podemos afirmar que o Sr. Miyagi formou bem a pupila Hilary Swank, que depois voaria mais alto que os golpes de karatê, nos premiados Meninos Não Choram e Garota de Ouro.

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