Cinema na hora de dormir ou de badalar

Saulo Yassuda

Há quem vista a “roupa de sábado” para se jogar à noite nos clubes da cidade. Mas sábado – e sexta-feira – de madrugada também são dias (noites) de se jogar. Mas nas poltronas de cinema.

São poucas as opções para se ver bons filmes em uma madrugada de final de semana. O Unibanco Arteplex, do shopping Frei Caneca (rua Frei Caneca, 691, Cerqueira César, São Paulo), é a melhor opção, pelo menos no quesito programação, com uma mistura boa de filmes comerciais com os do circuito alterrnativo.

Mas, se o Unibanco Arteplex tem a melhor programação notívaga, não posso falar o mesmo sobre os serviços. Há alguns sábados, poucos minutos antes das 0h, fui comprar um espresso na bombonière, onde também se vendem as pipocas, as balas e outras guloseimas cinéfilas. O funcionário me responde com um frustrante “a máquina está desligada”. “Então me vê um chá gelado.” “Estamos fechados, senhor”. Frus-tran-te.

As sessões da madrugada não costumam lotar muito. Algumas duplas de amigos (grupos são mais raros), casais e cinéfilos solitários (como, eu em sessão de Marley & Eu) são maioria. O silêncio (não o da tela, mas do público) – pouco comum em muitos cinemas hoje em dia – impera

OUTRAS OPÇÕES. O Reserva Cultural e o Kinoplex Itaim costumam ter suas sessões na madrugada. Muitos salas em shoppings de São Paulo, como Eldorado, Metrô Santa Cruz e SP Market, também.

TEMPOS ÁUREOS. Antigamente, a Sessão Cinéfila, do Espaço Unibanco (rua Augusta, 1475, Cerqueira César, São Paulo), era à meia-noite de sábado. Quando o clima sabatino não era de balada, podia-se assistir nas telonas a filmes bons e que nem faziam parte das estreias (como O Grande Ditador (1940), de Chaplin). Atualmente, o horário da sessão é ao meio-dia de sábado – mas o conceito é o mesmo. O filme desse sábado de carnaval (21) é Histórias de Cozinha, de Bent Hamer. O ingresso tem preço promocional de R$ 5.

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