“Como se Tornar um Conquistador” cumpre seu papel de entreter

Como se Tornar um Conquistador (How to be a Latin Lover, 2017) conta a história do divertido sedutor Máximo (Eugenio Debez), que aos 21 anos casou-se com Peggy (Reneé Taylor), uma mulher não tão jovem quanto ele, recém-viúva e com muitas posses – motivo do interesse. A união propiciou a Máximo uma vida tranquila, tendo muito luxo à disposição sem precisar trabalhar para isso. Vinte e cinco anos depois, acontece algo inesperado: Peggy o troca por um vendedor de carros e anuncia que o casamento acabou. Agora, Maximo, que não possui um único bem em seu nome, se vê sem ter para onde ir e sua única saída é buscar abrigo na casa de sua distante irmã, Sara (Salma Hayek), dividindo quarto com seu sobrinho Hugo (Rafael Alejandro). Obviamente, essa solução é temporária, enquanto ele procura uma outra senhora rica para dar o bote.

O filme tem um enredo bem trabalhado, mostrando a infância de Máximo e Sara e o que leva o protagonista a agir da forma que age: o pai, que tanto trabalhou, faleceu em um acidente ao dormir no volante. “Tanto trabalho, para quê?” é a forma como Máximo pensa e suas atitudes são regidas por esse princípio.

Um dos pontos altos do filme é o vínculo criado entre Máximo e Hugo. A relação entre tio e sobrinho, que era inexistente – o conquistador mal se recordava se era tio de um garoto ou de uma garota – é construída em cima de uma mentira: Máximo diz que ajudará Hugo a conquistar a garota que gosta na escola, mas sua intenção, acima de tudo, é se aproximar da avó dela. Ainda que esse tipo de situação (1. Usar alguém para atingir um objetivo – 2. Acabar magoando a pessoa no processo – 3. Se arrepender do feito) seja comum no cinema, não é pedante no filme, emocionando quem assiste em vários momentos, trazendo curiosidade sobre qual será o desfecho, mesmo que não seja difícil imaginar.

Outro ponto alto é a atuação de Rafael Alejandro. É impossível não se deixar conquistar por tanta fofura em uma pessoa só. A inocência de Hugo nos proporciona boas risadas já no início e ao longo de todo o filme. Além disso, sua história, bondade e a relação que possui com sua mãe também são cativantes, o que faz com que seu personagem arrebate nossa torcida com facilidade.

A relação entre Máximo, Sara e Hugo faz com que os três personagens mudem durante o longa, o que também é comum em filmes do gênero. A chegada de Máximo traz para seus familiares algo que lhes faltava – coragem para se fazer o que se tem vontade, por exemplo, e essa convivência também muda o protagonista, que não se recordava, até então, como era gostar de alguém de verdade e sentir-se inserido em uma família.

Apesar de apresentar vários clichês de uma comédia água com açúcar e, por conta disso, ser razoavelmente previsível, Como se Tornar um Conquistador é um filme gostoso de se assistir. Cumpre seu propósito de entreter, proporcionar algumas boas risadas, além de contar com cenas que emocionam facilmente. Vale a pena para quem gosta do gênero.

Como se Tornar um Conquistador estreia dia 27 de julho. Confira o trailer!

Por Ane Cristina
anecristina34@gmail.com

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