Drácula – Morto e… dispensável?

por Mirella Cordeiro
milucordeiro94@gmail.com

O que você sabe sobre Drácula? Provavelmente que ele é um vampiro da Pensilvânia. Percebeu algum erro? Não? Então está na hora de conhecer um pouco mais da história do mais famoso dos vampiros – pelo menos até a saga Crepúsculo (The Twilight Saga, 2008-2012) ser lançada. Para isso, há alguns filmes que podem ajudar, como Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker’s Dracula, 1992) dirigido por Francis Ford Coppola, o qual conta a história que se tornou comédia em uma paródia três anos depois.

O filme Drácula – Morto Mas Feliz (Dracula – Dead and Loving It, 1995) é uma narrativa que fala um pouco sobre a vida de um conde rico, de mais de 400 anos, que vive em um castelo na Transilvânia, na atual Romênia, o Drácula. Quando Thomas Renfield, um advogado londrino, vai até a região para fazer negócios com esse senhor, moradores do local tentam alertá-lo do perigo que pode ser a visita ao conde através de atitudes um tanto quanto exóticas, mas o londrino insiste em encontrá-lo.

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Chegando ao castelo, Renfield percebe o clima estranho que permeia o lugar, mas logo nota que o dono é um atrapalhado. Com uma sombra autônoma, Drácula se mostra alguém com costumes curiosos, como salivar depois que o advogado corta o dedo no papel e deixa escorrer sangue em documentos do vampiro que atestam a compra de uma propriedade em Londres. Na verdade, para efeitos comediantes, o sangue jorra por pelo menos dez segundos.

As piadas do filme são bobas, do tipo que tira sorrisos inocentes das pessoas, pois, diferentemente das comédias atuais, as chacotas foram feitas, em sua maioria, sem apelo sexual. Um típico filme Sessão da Tarde da década de 90.

Durante a estadia no castelo, o londrino é feito escravo do vampiro em troca de vida. Mas não se engane! A vida que Drácula promete ao seu novo servo é de inseto. Uma coisa bizarra do longa, mas que proporciona uma cena divertida e que é fiel a história de Bram Stoker.

Retornando a Londres, porém dessa vez com seu mestre, Renfield é internado em um sanatório que fica ao lado da terra comprada pelo conde. Logo o vampiro se apresenta ao Dr. Seward, dono do hospício, à sua filha e ao noivo dela, Mina e Jonathan Harker, e a uma amiga de Mina, Lucy, quem se interessa rapidamente por Drácula.

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O filme conta com grandes atores como Leslie Nielsen, Peter MacNicol, e Mel Brooks. O último também foi responsável pelo roteiro e direção. Entretanto, a simplicidade é perceptível. O longa foi feito sem preocupação em parecer real, porque os efeitos visuais poderiam ser muito melhores. Parece que o objetivo é apenas descontrair o espectador e isso é cumprido.

O conde apronta na Inglaterra! Morde Lucy para transformá-la em vampira, mas o Dr. Seward chama o famoso Professor Abraham Van Helsing que descobre por que a menina está doente e com dois furos no pescoço e resolve a situação. Depois morde Mina para fazê-la sua noiva e, com alguns outros detalhes, a paródia se torna mais fiel à história original, mesmo depois de ter passado por adaptações para que o filme ficasse leve.

Drácula – Morto Mas Feliz não foge do clichê de ter um final feliz para os mocinhos. E também não é tão bem feito a ponto de ficar claro o objetivo da viagem de Drácula para Londres, por isso é bom conhecer o romance antes de assistir à comédia. Aliás, antes de vê-la, certifique-se de que suas listas de “filmes a ver” e de “séries a ver” estão em dia: a paródia não é tão indispensável assim.

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