Crescendo em público e prestígio, Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo chega à 13ª edição

O Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo abriu ontem a sua 13ª edição. A primeira foi em 2006, durante a gestão de João Batista de Andrade na Secretaria Estadual de Cultura, e desde então a mostra têm alcançado cada vez mais reconhecimento do público e da crítica, ficando lado a lado com outros festivais tradicionais da cidade.

Na cerimônia de abertura, que aconteceu no Memorial da América Latina assim como nos anos recentes, foi exibido Correndo Atrás (2018), de Jeferson De. O diretor brasileiro é um dos homenageados da edição, que trará uma retrospectiva com suas obras anteriores, além de um debate sobre a produção de filmes brasileiros feito por afrodescendentes.

Festival de Cinema Latino Americano

O diretor Jeferson De em seu discurso de agradecimento [Matheus Souza/Jornalismo Junior]

O cinema negro latinoamericano é uma das questões em destaque nesta edição. Jeferson De é um dos idealizadores do manifesto “Dogma Feijoada”, lançado em 2000 e que buscava marcar um movimento de retomada do protagonismo negro no cinema brasileiro. Na hora de discursar, o diretor não perdeu a oportunidade de falar sobre o assunto mais uma vez, aproveitando também para prestar homenagem a Marielle Franco. Junto com ele, estavam presentes também alguns dos atores e atrizes de Correndo Atrás, como Ailton Graça, Juan Paiva e Juliana Alves. No filme, Ventania (Ailton Graça) é um personagem de bom humor e dinheiro curto, que decide apostar na carreira de empresário de futebol de Glanderson (Juan Paiva).

Além de Jeferson De, outra homenageada é a atriz Inés Efron, nascida na Cidade do México e radicada na Argentina. A lista de filmes participantes tem quatro longas metragens nos quais a artista trabalhou.

A mostra segue até o dia 1º de agosto e a programação completa pode ser consultada através do site.

  • [Matheus Souza/Jornalismo Júnior]

por Matheus Souza
souzamatheusmss@gmail.com

Comentários