Filmes que valem ouro (ou não)

Bruno Benevides

Começou a Olimpíada de Pequim e o Cinéfilos, é claro, entrou no clima. Para celebrar o evento preparamos um especial sobre o esporte no cinema. Vamos mostrar quais filmes merecem medalhas de ouro e quais deveriam ganhar a de latão.

 

 

Os americanos são apaixonados por esporte e cinema e aproveitam para juntar duas paixões nacionais e encher as telas de filmes sobre o assunto, com todos os esportes que você pode imaginar. Tem futebol (Papai bate um bolão), beisebol (Por amor), automobilismo (Alta velocidade), patinação (Um casal quase perfeito), hóquei (Milagre no gelo), tênis (Wimbledon – O jogo do amor), basquete (Coach Carter – Treino para a vida), surf (A onda dos sonhos), futebol americano (Virando o jogo) e por aí vai.

 

 

Estes filmes costumam soar iguais, seguindo a fórmula da equipe desacreditada que se transforma com a chegada de um novo técnico, ao mesmo tempo que precisa tomar cuidado com as tentações (dinheiro, sexo, doping) que surgem no caminho. Quando o esporte é individual há alguma variação sobre o mesmo tema, geralmente incluindo uma história de amor. Os gêneros também podem alternar, indo da comédia (Jamaica abaixo de zero) ao drama (Tudo por dinheiro), passando também pela animação (Space Jam) e pelo romance (Amor em Jogo).

 

É claro que nem todos os filmes de esporte seguem esta receita. Os melhores exemplos vêm do boxe. Sem contar a inesquecível (para o bem e para o mal) série Rocky, outras grandes obras trataram do assunto. Do tema saíram clássicos como Menina de Ouro, de Clint Eastwood, que mergulhou no universo do boxe feminino e de lá saiu com o Oscar de melhor filme em 2005. Também é sobre o mesmo esporte que trata Touro Indomável, a biografia do ex-lutador Jake LaMotta, dirigida por Martin Scorsese e estrelada por Robert De Niro. Aliás o diretor também fez A cor do dinheiro sobre o esporte preferido dos botequeiros, a sinuca.

 

Não podemos deixar de falar do futebol, é claro. Mas aqui a realidade costuma ser melhor do que a ficção, o que favorece os documentários. Boas pedidas são Garrincha, alegria do povo, de Joaquim Pedro de Andrade e Futebol, de João Moreira Salles. O primeiro mostra uma época do esporte que não existe mais e o segundo traz os desafios de aspirantes, profissionais e ex-jogadores no mundo de hoje. E para quem ama futebol sempre vale a pena ver os filmes do Canal 100, que entre as décadas de 1960 e 1980 levou para as telas de cinema a beleza do jogo. Uma última boa dica são os filmes oficiais das Copas do Mundo, principalmente Todos os corações do mundo, sobre o torneio de 1994. Na ficção O milagre de Berna, que reconta a histórica vitória alemã na Copa do Mundo de 1954, é uma das poucas que merece ser vista, enquanto a superprodução Gol! é uma das muitas que não merece.

Comentários