Fúria em Alto Mar: quem diria que submarinos poderiam ser tão emocionantes?

De quem foi a ideia de fazer um filme quase inteiro sobre submarinos de guerra? Seja lá quem for, deve ter sido muito fã desse tipo embarcação na infância — só isso pra justificar a escolha. Não me entenda mal, a ideia não é ruim, só é um tanto rara no cenário cinematográfico.

Em Fúria em Alto Mar (Hunter Killer, 2018), Gerard Butler interpreta um marinheiro que deve comandar um submarino repleto de tripulantes que não o conhecem em uma investigação nas fronteiras da Rússia. Em meio a isso, um golpe de Estado é iniciado no país e, para que os Estados Unidos não pareçam os culpados de iniciar uma 3a Guerra Mundial, os marinheiros precisam realizar aquilo que qualquer americano mais teme na vida: resgatar o presidente russo.

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[Imagem: Summit Entertainment]

O filme não tem qualquer pretensão de ser levado muito a sério. Não por menos, um de seus produtores é o mesmo da franquia Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious, 2001-), o que já nos antecipa uma produção leve e divertida. Um dos momentos que nos fazem perceber isso são as inúmeras cenas em que militares russos conversam em inglês entre si, voltando para sua língua-mãe apenas quando há americanos na sala.

Para além do clássico “russos são maus e a única situação que pode fazer os EUA ajudá-los é quando sua própria segurança está em risco” e do comandante solitário e durão que toma decisões controversas que no final dão certo, Fúria em Alto Mar mostra aspectos muito positivos. As manobras arriscadíssimas feitas pelo submarino nas profundezas do oceano são (é claro) de tirar o folêgo, com qualquer erro significando o esmagamento de dezenas de tripulantes devido à pressão oceânica.

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[Imagem: Summit Entertainment]

Nesse sentido, os efeitos especiais e a trilha sonora contribuem muito. O primeiro por mostrar de forma tão realista um ambiente que apenas podemos imaginar, e por ser usado para compor a maior parte das cenas do longa – que se passam ou em baixo d’água, ou dentro da embarcação. O segundo, por outro lado, se mostra essencial na composição das partes de tensão de Fúria em Alto Mar, inclusive usando do silêncio algumas vezes para reproduzir a falta de som nas profundezas do oceano.

No final, a narrativa apenas progride devido a inúmeras coincidências improváveis que acontecem sequencialmente. Apesar disso, quem entende a proposta do filme desde o começo não terá problemas com isso. Irá se envolver na história e se agarrar na poltrona, tão ou até mais tenso que os marinheiros.

 

Fúria em Alto Mar estreia dia 25 de novembro no Brasil. Confira o trailer:

por Bruno Menezes
brunomenezesbaraviera@gmail.com

 

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