Logan Lucky – Roubo em Família é bom, mas não inovador

Filmes que envolvem roubos são produções comuns em Hollywood. Por isso, longa-metragens cujos enredos retratam esse tipo de crime perderam o aspecto inovador há muito tempo: Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992), Onze homens e um segredo (Ocean’s Eleven, 2001),  A qualquer custo (Hell or High Water, 2016) e Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, 2017) são apenas alguns dos mais recentes sucessos do gênero. No entanto, Logan Lucky – Roubo em Família (Logan Lucky, 2007) desponta como uma peça dinâmica e estilosa – e é daí que vem sua inegável qualidade.

Última peça do diretor Steven Soderbergh antes de sua aposentadoria, o filme conta a história de dois irmãos, Clyde (Adam Driver) e Jimmy Logan (Channing Tatum), que levam vidas complicadas, e resolvem roubar um autódromo durante um grande evento. Ao longo do caminho, eles cruzam com Joe Bang (Daniel Craig), especialista em arrombar cofres e depósitos, e seus irmãos, Fish (Jack Quaid) e Sam (Brian Gleeson), que serão seus comparsas no roubo.

Embora repleto de atuações competentes, Logan Lucky – Roubo em Família chama a atenção por seu estilo. Carros velozes e uma trilha sonora única contribuem para fazer o filme funcionar, cheio de impetuosidade. As cenas que retratam o crime e as corridas no autódromo foram editadas de forma dinâmica e envolvente por Soderbergh, que, com muita destreza, fez de todos os momentos de ação visualmente atraentes. Com cortes e enquadramentos extraordinários, o diretor conseguiu transformar trechos do enredo em cenas cheias de movimentação, deixando sua marca impressa na obra. Já famoso por dirigir peças de ação com habilidade ímpar (como exemplo, podem ser citadas as sequências entusiasmantes do roubo em Onze homens e um segredo), Steven não decepciona e acerta em cheio na edição de seu novo longa-metragem.

No entanto, o filme deixa a desejar. Algumas partes do roteiro, responsabilidade de Rebecca Blunt, não se encaixam bem com o restante da trama, e nem sempre deixam claros os acontecimentos e intenções dos envolvidos. Por exemplo, a inserção da personagem Sarah Grayson (Hilary Swank), parece apressada e nada cuidadosa. Sem grande papel no filme, o talento de Swank não foi nem um pouco aproveitado no longa-metragem, e a agente faz pouco mais do que representar uma pequena e distante ameaça aos protagonistas.

Com estreia prevista para 12 de outubro, Logan Lucky – Roubo em Família definitivamente merece a sua atenção. Assista ao trailer:

Por Sabrina Brito
sabrinagabrieladebrito@gmail.com

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