Mazinger Z: Infinity confunde mais do que empolga

É possível que muitos espectadores desistam do filme antes da primeira cena de batalha. Afinal, quando assistimos a uma animação contendo robôs gigantes, é errado esperar menos diálogos expositivos sobre fótons e um pouco mais de ação?

Valeria a pena investir-se na história, se ao menos o mundo criado pela animação Mazinger Z: Infinity (Gekijoban Mazinger Z, 2017) não fosse tão raso em escopo. As batalhas épicas pela sobrevivência da humanidade carregam menos peso que uma partícula subatômica.

Mazinger Z

Caos na Terra quando uma série de robôs gigantes aparece para destruí-la [Divulgação]

Os personagens transmitem a sensação de serem extremamente derivativos, até mesmo para quem não costuma assistir animes. Procura-se enriquecer a trama com  teorias científicas e filosofia esotérica que confundem mais do que intrigam.

Retirando-se todos os apêndices acrescentados à trama principal temos o seguinte: robôs gigantes estão tentando destruir a Terra como parte do plano de um grande vilão e o herói deve enfrentá-los. A carga emocional capaz de elevar uma história tão simples, infelizmente, não se encontra nos olhos acentuados dos protagonistas.

Mazinger Z

Nosso herói sem muita expressividade durante uma cena de batalha [Divulgação]

Mazinger Z: Infinity dificilmente atrairá quem não tiver interesse prévio na série e provavelmente não agradará qualquer um que o assista esperando mais do que algumas poucas cenas de animação bem feita e batalhas esvaziadas de significado. A não ser que você tenha um entusiasmo profundo por fótons.

Mazinger Z: Infinity estreia dia 7 de junho nos cinemas. Assista ao trailer legendado em inglês abaixo:

por Hugo Reis
hugo.vaz.reis@gmail.com

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