Os Estranhos: Caçada Noturna assusta sem surpreender

É a sequência que ninguém sabia que queria. O que ressuscitou o interesse dos realizadores de Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night, 2018) a despejar este projeto nas salas de cinema, uma década após o primeiro filme da franquia, é o verdadeiro mistério a ser desvendado.

A história bebe diretamente na tradição das tramas supérfluas em filmes de terror e nos apresenta, sem pompa, a mais uma família típica e disfuncional se preparando para viajar. O destino é um parque de trailers que -—pasmem— se encontra abandonado quando eles chegam.

Os Estranhos

No papel de pais preocupados, Christina Hendricks e Martin Henderson compartilham nossa apreensão para que algo interessante aconteça [Divulgação]

Felizmente existe um contraponto. O filme é bem sucedido ao nos apresentar a imagens enigmáticas que escalam em intensidade, num ritmo preciso, e acabam se tornando mais eficazes que o enredo para criar tensão. Figuras mascaradas sozinhas na noite, mensagens no espelho, uma caminhonete abandonada — nada que não tenhamos visto antes, mas com uma dose de estilo.

Soma-se a isso um trilha sonora memorável, pois nada mais arrepiante que assassinos equipados com uma playlist dos anos 80 dirigindo em velocidade máxima na sua direção. E não adianta negar, a cena da piscina ao som de Total Eclipse of the Heart é muito bem feita e fará você se contorcer no assento, dando braçadas imaginárias para fugir do perigo.

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Os Estranhos: Caçada Noturna entrega o que promete no título [Divulgação]

É preciso admirar os aspectos técnicos que nos levam à tensão e ao medo durante a exibição de um filme. Os Estranhos: Caçada Noturna é muito bem realizado, mas isso nem sempre funciona quando a qualidade de alguns diálogos é mais assustadora que os assassinos. E prepare-se para um dos finais menos surpreendentes da história do gênero terror. Ou será que vem um terceiro filme aí?

Os Estranhos: Caçada Noturna estreia dia 7 de junho nos cinemas. Assista ao trailer abaixo:

por Hugo Reis
hugo.vaz.reis@gmail.com

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