Terror natalino: cuidado com quem desce a sua chaminé

Ah, o Natal! Época de sorrisos, presentes, gratidão e… papais noéis macabros?! Pois é: esse tempo de alegria e virtude já foi retratado no cinema de forma bem sombria – e é assim que surgiu o que chamamos de horror natalino, gênero que traz à tona o que há de pior e mais sinistro neste período do ano. Sem mais delongas, aqui estão três filmes que têm como vilão o bom velhinho de uma forma… não tão boa assim.

Papai Noel das Cavernas (Rare Exports, 2010)

Esse longa-metragem finlandês não poupa esforços para “sair da caixinha”: a trama se baseia num interessante achado durante uma expedição: a 486 metros da superfície de uma fria montanha, está o Papai Noel, congelado. Os homens que o encontraram planejam vendê-lo, mas, quando crianças da vila nos arredores da montanha começam a desaparecer e duendes sedentos de vingança aparecem em busca do resgate de seu líder, fica a encargo de um menino acalmar os ânimos e salvar as vidas dos envolvidos.

Dirigido por Jalmari Helander, o filme foi um sucesso entre os críticos, que o elogiaram por sua mistura sagaz de humor com o melhor do horror natalino. No site Rotten Tomatoes, o longa conquistou uma nota de 89% entre os especialistas e 71% com o público, além de 6,7 no IMDb. Nada mal!

Uma Noite de Fúria (Santa’s Slay, 2005)

Em mais uma história que conta a origem do Papai Noel de uma forma bem diferente, o enredo deste filme se baseia na ideia de que o bom velhinho é, na verdade, um demônio cruel. A explicação para isso é simples: filho de Satã, Noel perdeu uma aposta para um anjo e foi condenado a passar mil anos distribuindo alegria e presentes na noite de Natal. Mas, quando a aposta acaba, ele desconta todo o ódio reprimido durante um milênio inteiro em qualquer um que apareça na sua frente. E não adianta ter sido bonzinho o ano todo!

O gênero do longa se assemelha ao de filmes como os da franquia Todo Mundo em Pânico (Scary Movie, 2000-2013), com uma pegada de humor negro e muita matança. E apesar de contar com algumas ideias originais e momentos marcantes, o filme como um todo não agradou ao público: recebeu uma singela nota 5,4 no site IMDb e a aprovação de 42% dos espectadores segundo o Rotten Tomatoes.

O Santo (Sint, 2010)

Nesse filme dirigido pelo holandês Dick Maas, o enredo gira em torno de uma premissa um tanto quanto confusa: no dia 5 de dezembro de 1492, uma gangue liderada por um ex-bispo é assassinada pelos moradores de uma vila que não aguentam mais a violência que sofrem em suas mãos. Desde então, toda vez que o aniversário de morte do grupo coincide com uma Lua cheia, os membros da gangue voltam à Terra como fantasmas com sede de sangue.

No entanto, a história do ex-bispo foi alterada ao longo da história, e as pessoas passaram a acreditar que ele era um velhinho benevolente e pacífico – e, assim, nasceu a lenda do Papai Noel.

O longa-metragem, que mistura terror natalino com um humor profundamente negro, não conquistou o público: alcançou a aprovação de 50% dos críticos e 28% do público, segundo o Rotten Tomatoes, e ficou com a nota 5,6 no IMDb.

Menção Honrosa

No gênero horror natalino, não é apenas o Papai Noel que aterroriza as noites no final do ano. Muitos filmes se propuseram a utilizar o Krampus como figura central de suas tramas, principalmente na última década. O antinoel, como também é chamado, é uma criatura demoníaca com chifres que, segundo algumas lendas, acompanha o Papai Noel e pune as crianças que não se comportaram bem durante o ano.

São muitas as obras cinematográficas que se encarregaram de retratar o monstro nos últimos anos. Uma delas chama atenção por seus efeitos especiais assustadores e realistas, além de um elenco recheado de nomes famosos, como Toni Collette, vencedora do Globo de Ouro, e Conchata Ferrell, a Berta de Two and a Half Men (2003-2015).

O filme em questão é Krampus (2015), que conta a história de uma família conturbada que já não tem mais o mesmo espírito natalino de antes. Mas o ponto de virada da trama acontece quando Max, o mais novo de todos, rasga uma cartinha sua destinada ao Papai Noel e a joga pela janela, sem saber que o gesto acabaria invocando a mais impiedosa das criaturas. Com o espírito natalino despedaçado junto com o papel, os Engel precisam sobreviver ao pior Natal de suas vidas enquanto são caçados por Krampus e seu aterrorizante exército de bonecos de gengibre e palhaços de brinquedo.

Não foi um sucesso de críticas, mas obteve um reconhecimento muito maior quando comparado com outros longas do gênero. No IMDb, recebeu uma nota média de 6,2 pelos usuários, além da aprovação de 51% do público geral e de 65% dos críticos segundo o Rotten Tomatoes.

por Bruno Menezes e Sabrina Brito
brunomenezesbaraviera@gmail.com
sabrinagabrieladebrito@gmail.com

Comentários